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O museu

O Museu de Vivências é um dos núcleos do Programa de Extensão Centro de Referência da Cultura Popular, da Pró-Reitoria de Extensão Universitária (PROEX) da Universidade Federal de São João Del Rei que atua dentro do Casarão Fortim Max Justo Guedes.


O Programa trabalha desde 2012 com a comunidade do bairro Alto das Mercês, em São João Del Rei, buscando resgatar e manter seu patrimônio cultural e seus saberes populares.

 

Nesse núcleo, trabalhamos com a parte imaterial do patrimônio, ou seja, os saberes, tradições e a história da comunidade, que foi constituída sobre uma região quilombola e de resistência indígena, sendo majoritariamente descendente desses povos. O eixo de memória Museu de Vivências tem como objetivo proporcionar o convívio entre membros da cultura popular (Congado, Folia de Reis etc.) pesquisadores e a comunidade em geral com a finalidade de possibilitar trocas de experiências e ajuda mútua. Esse projeto visa trabalhar a noção de lugar, identidade e questões ligadas às relações étnico-raciais, ou seja, desenvolver questões ligadas ao patrimônio imaterial: Os Saberes e os Fazeres “enraizados no cotidiano da comunidade”.

O Núcleo de Vivências busca:

1. Promover as vivências, através de oficinas com as crianças do bairro, de forma a manter vivo esse tipo de patrimônio;

2. Divulgar os saberes e fazeres da comunidade através de oficinas de contação de história, da produção de documentários e produção de cartilhas;

3. Promover atividades de educação patrimonial junto com as escolas municipais.

 

4. Partilhar dos conhecimentos técnicos sobre como se dão as relações entre a comunidade, com base nos saberes acadêmicos advindos da filosofia e da psicologia.


O espaço que sedia o Programa também é de extrema importância. O chamado Casarão pela comunidade, segundo a tradição oral, fazia parte de uma fortificação da Guerra dos Emboabas, que aconteceu de 1707 a 1709, ou seja, o casarão era usado pelos portugueses para se defenderem dos bandeirantes paulistas que se dirigiam às regiões auríferas de Minas Gerais.

 

Esse imóvel foi adquirido nos anos 50 pelo Almirante da Marinha Max Justus Guedes, que em vida foi o criador e diretor durante décadas do Museu Nacional da Marinha e ainda foi conselheiro do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o IPHAN. O Almirante, devido à paixão pela história e cultura da região de São João del-Rei, no dia 5 de outubro de 2009 assinou a carta de doação do casarão e todo o seu acervo artístico, inclusive peças de cerâmicas de diversas regiões do Brasil, para a Universidade Federal de São João del-Rei. Em sua carta, expôs seu desejo de que o casarão se transforme em um local para receber visitações. 


Hoje, o Fortim dos Emboabas é sede do Projeto de Extensão Centro de Referência de Cultura Popular Max Justus Guedes, o qual possui dos eixos o Museu de Vivências e o Museu do Barro.

As crianças da comunidade se referem ao espaço como O Paraíso.

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